A mais de uma hora procuro uma forma começar esse texto, mas não consigo, é que é difícil falar de um tema o qual não posso conceituar, dar uma definição. Se procuro no dicionário encontro palavras bem resumidas, que, a meu ver, não conceituam nem um pouco tal sentimento, tão extenso, o amor. O amor não pode ser medido, ele não tem sexo e não tem raça, é totalmente imprevisível. E a maioria de nós, incluindo a mim, está acostumado a confundir esse sentimento tão gigantesco e profundo, com outro, também muito bonito e intenso, porém, muito mais vulgar e passageiro, a paixão. Por isso, absurdamente, vemos tamanho desperdício de “eu te amo”s por aí.
Pra continuar o texto, tentei me inspirar em músicas de compositores que gosto, e decidi expressar aqui, um pouco de suas idéias sobre o assunto. Segundo Cazuza, amor, um grande amor, não chega na hora marcada, e segundo Vinicius (de Morais) ser amada, é muito mais que namorada, é aquela que sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer. O Frejat continua a procura de um amor, que ainda não encontrou, diferente de todos que “amou”, e por esse amor ele promete até o impossível, ele dançaria tango no teto, limparia os trilhos do metrô, iria a pé do Rio a Salvador, o que não me impressiona, pois pouco é impossível, afinal, estamos falando de amor.
Foi também, procurando inspiração em musicas que encontrei um exemplo de amor, que julgo verdadeiro, na canção da banda Yellowcard, baseada no depoimento de um senhor americano, que ao final de sua vida expressa, a sua parceira, quanto a ama, quão importante para ele ela se faz. O senhor recorda de quando prometeu a sua mulher, que desde que ela estivesse ao seu lado, se apaixonaria todo dia, a cada amanhecer, e por isso, se um dia acontecer de não amanhecer estará tranqüilo, pois a ama. Ele fala que foram muitas as vezes que desistiram um do outro, mas acabavam voltando atrás, até o dia em que se casaram, em 1945. Sente-se agradecido a vida, por ter permitido ter chegado ao ponto em que está, gravando várias memórias juntos, por isso, mesmo quando se for, estará feliz. Diz também que mesmo que não haja outra vida “It´s all right, ‘cause I´ll die loving you” (em sua palavras, está tudo bem, pois morrerei te amando).
Para terminar esse texto, nada formal, concluo o amor como indefinível, mas continuo apaixonado pelo mesmo, e procurando em letras de músicas e na vida exemplos e explicações para tal sentimento.

