quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"falem sobre o amor"

A mais de uma hora procuro uma forma começar esse texto, mas não consigo, é que é difícil falar de um tema o qual não posso conceituar, dar uma definição. Se procuro no dicionário encontro palavras bem resumidas, que, a meu ver, não conceituam nem um pouco tal sentimento, tão extenso, o amor. O amor não pode ser medido, ele não tem sexo e não tem raça, é totalmente imprevisível. E a maioria de nós, incluindo a mim, está acostumado a confundir esse sentimento tão gigantesco e profundo, com outro, também muito bonito e intenso, porém, muito mais vulgar e passageiro, a paixão. Por isso, absurdamente, vemos tamanho desperdício de “eu te amo”s por aí.

Pra continuar o texto, tentei me inspirar em músicas de compositores que gosto, e decidi expressar aqui, um pouco de suas idéias sobre o assunto. Segundo Cazuza, amor, um grande amor, não chega na hora marcada, e segundo Vinicius (de Morais) ser amada, é muito mais que namorada, é aquela que sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer. O Frejat continua a procura de um amor, que ainda não encontrou, diferente de todos que “amou”, e por esse amor ele promete até o impossível, ele dançaria tango no teto, limparia os trilhos do metrô, iria a pé do Rio a Salvador, o que não me impressiona, pois pouco é impossível, afinal, estamos falando de amor.

Foi também, procurando inspiração em musicas que encontrei um exemplo de amor, que julgo verdadeiro, na canção da banda Yellowcard, baseada no depoimento de um senhor americano, que ao final de sua vida expressa, a sua parceira, quanto a ama, quão importante para ele ela se faz. O senhor recorda de quando prometeu a sua mulher, que desde que ela estivesse ao seu lado, se apaixonaria todo dia, a cada amanhecer, e por isso, se um dia acontecer de não amanhecer estará tranqüilo, pois a ama. Ele fala que foram muitas as vezes que desistiram um do outro, mas acabavam voltando atrás, até o dia em que se casaram, em 1945. Sente-se agradecido a vida, por ter permitido ter chegado ao ponto em que está, gravando várias memórias juntos, por isso, mesmo quando se for, estará feliz. Diz também que mesmo que não haja outra vida “It´s all right, ‘cause I´ll die loving you” (em sua palavras, está tudo bem, pois morrerei te amando).

Para terminar esse texto, nada formal, concluo o amor como indefinível, mas continuo apaixonado pelo mesmo, e procurando em letras de músicas e na vida exemplos e explicações para tal sentimento.





Caio Cardoso Cesar Palhano

quinta-feira, 5 de junho de 2008

New York, New York.

statue of liberty, por Caio César.


Eu amo fotografar.


terça-feira, 3 de junho de 2008

15.02.2007

Fazem 6 meses que estou fora do brasil, 6 meses que estou dentro de outra cultura, outro pais, um pais mais desenvolvido que o nosso. Nesses 6 meses eu sempre tento mostrar a melhor imagem do nosso brasil, todas as coisas boas que existem aqui. Todas as belezas naturais, as nossas festas, musica, futebol, mulheres, povo. As vezes eu ficava chateado quando eu estava conversando com alguem sobre esses assuntos e surgia o topico violencia. Por exemplo: Eu estava conversando com o pai de um dos meus amigos, sobre a experiencia de um ano de intercambio. Nos concordamos que enviar seu filho em um programa desses eh um ato de muita responsabilidade. Ele tambem falou que o local que o intercambista vai (o pais), eh uma escolha muito dificil, e que nao mandaria seu filho para o brasil, por exemplo, pois estava lendo uma reportagem que dizia que o indice de sequestro ai eh muito grande. No momento eu fiquei puto, fiquei sentido, pois achei que ele era mais um estupido, que acha que o brasil fala espanhol (muitos aqui pensam assim) e que nao eh mais nada que uma floresta. Eu decidi que nao ia descutir com ele, nao valia a pena. Mas disse que de todos as pessoas que eu conheco que fizeram intercambio no brasil, 100% tiveram um otimo ano, se divertiram muito, e nao querem nem voltar mais para os paises de origem. Outra coisas que acontece muito, eh muito comum, quando o assunto eh ir no brasil, eles falam que tem medo, que vao ser sequestrados e mortos. Dizem isso depois que assistiram o filme "Turistas", que por sinal eh uma horrivel imagem do nosso pais.
Hoje, eu descobri que todo esse tempo longe, criou uma barreira em mim, eu nao conseguia ver o brasil ruim, esquecia das vezes que fui assaltado, esqueci que quando estamos andando nas ruas temos que esconder o celular e a carteira, durante a noite nao podemos parar o carro no sinal fechado, essa barreira me fez esquecer que nos pagamos todo mes por uma cerca eletrica no muro de nossas casas. Esqueci ate mesmo dos muros, eh que eu nao os vejo mais por aqui. Eh que aqui posso caminhar tranquilo nas ruas, qualquer hora do dia ou da noite.
A alguns minutos eu estava vendo as noticias do nosso pais, os gols, mas vi tambem a barbaridade que aconteceu com o menino Joao Helio, vi o depoimento de sua mae e seu pai, que nesse momento sentem uma dor imensa, e so pedem por paz, para que assim outros nao sintam a dor que eles guardam. Mas isso eh apenas um simbolo, um exemplo do que acontece diariamente no nosso brasil e passa-se impune aos nossos olhos. Tomara que dessa vez isso nao aconteca, vamos aproveitar esse exemplo para pedir e exigir mudanca. E a melhor forma de comecar eh por nos mesmos. Para que assim, talvez nao eu, mas no futuro, meu filho quando voltar de seu intercambio, nao ter que se readaptar a ter que esconder sua carteira para andar um pouco mais tranquilo pelas nossas ruas.

Paz.



Caio César Palhano

terça-feira, 25 de março de 2008

Quem sou eu...


Olá,

Esse sou eu, Caio Cardoso César Palhano, moro em João Pessoa, na Paraíba. Curso administração na IESP, amo fotografia.